A União Europeia e o Mercosul devem assinar no sábado, na capital do Paraguai, o acordo que abre portas à criação da maior zona de livre-comércio do mundo, em negociação há mais de 25 anos.
A assinatura do acordo comercial no Gran Teatro José Asunción Flores, do Banco Central do Paraguai, contará com a presença da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, do presidente do Conselho Europeu, António Costa, e dos ministros os Negócios Estrangeiros dos países que compõem o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e ainda do atual líder do bloco sul-americano, o Presidente do Paraguai, Santiago Peña.
“Quando examinado pelo volume de comércio, trata-se, ao mesmo tempo, do maior acordo comercial a ser firmado pelo Mercosul e um dos maiores dentre os assinados pela UE”, destacou a presidência brasileira.
A assinatura só foi possível depois de na semana passada os vinte e sete países da União Europeia terem alcançado uma maioria qualificada para validar o acordo, apesar do voto contra de França (principal opositor), da Polónia, da Áustria, da Irlanda e da Hungria, e da abstenção da Bélgica.
Para alcançar esta maioria qualificada foi necessário negociar salvaguardas adicionais para os agricultores europeus, que têm continuado a manifestar-se nos últimos dias contra o acordo, e que serviram para convencer Itália, mas não foram suficientes para que Paris também se juntasse.
O acordo permitirá eliminar tarifas para 91% das exportações da UE para o Mercosul e para 92% das vendas sul-americanas para a Europa, abrindo um mercado conjunto de mais de 700 milhões de consumidores e que, juntos, representam um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente 22 biliões de dólares, segundo dados da Comissão Europeia.
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