A sondagem alargou a sua base, de 600 para 755 entrevistas, que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de sensivelmente 3,64%. A conjugação deste facto com o próprio crescimento de Ventura afunila as escolhas eleitores num trio. Se medirmos a distância entre a projeção de Cotrim (20,3%), terceiro classificado nesta “décima etapa” da corrida presidencial, e a estimativa relativa ao almirante, a distância é de 4,9 pontos, o que supera a referida margem de erro. Embora o ponto intermédio de Gouveia e Melo seja, agora, de 15,4%, mais 0,2 pontos do que no dia anterior e menos 3,8 pontos face a 5 de janeiro, a verdade é que o seu “score” máximo (18%) é inferior tanto ao mínimo estimado para António José Seguro (19,6%) como para André Ventura (19%).
Polémicas à parte
Os casos que têm envolvido Cotrim Figueiredo (acusação de assédio sexual e declaração de apoio a Ventura na segunda volta,, algo de que se diz arrependido) não poderão ser ainda muito levados em linha de conta nesta sondagem. Os factos que pertubaram a campanha do candidato liberal ocorreram na segunda-feira, dia 12, prolongando-se a polémica nos dias seguintes. Mais de metade das entrevistas desta sondagem ocorreram nos dias 11 e 12. Seja como for, Cotrim ainda tem hipóteses de disputar uma passagem à segunda volta, até porque o seu “score” máximo (23,2%) supera o mínimo de Ventura (19%) e até o de Seguro (19,6%). É verdade que caiu 0,5% face ao dia anterior, mas essa é uma oscilação que ainda não pode levar a interpretações de tendência.
Se Cotrim Figueiredo cresceu 2,3 pontos percentuais desde a “primeira etapa” destas sondagens (5 de janeiro), Seguro 3,3 pontos e Ventura e Ventura 3,1 pontos, há outros candidatos que fizeram o percurso inverso. Luís Marques Mendes, apoiado oficialmente pela AD, passou de 15,4% para 13,4%.. Mesmo o seu melhor resultado admitido pela sondagem (15,9%) deixa-o muito aquém dos resultados obtidos, em 2025, pela coligação que o apoia (31,21%). Seguro, com um ponto intermédio previsto de 22,6%, quase preenche a totalidade do “score” legislativo do PS no ano passado (22,83%), o que não quer dizer obviamente que todos aqueles que vierem a votar na sua candidatura sejam socialistas. Cotrim consegue protagonizar o fenómeno inverso: a IL obteve nas legislativas 5,36% e agora o seu candidato poderá ficar acima dos 20%.
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