Numa publicação efetuada esta quarta-feira na sua conta do “X”, antigo Twitter, o hacker informático revelou que aterrou esta madrugada em Tóquio e não lhe foi permitida a entrada em território japonês, por ter sido condenado em Portugal, no processo “Football Leaks”, a uma pena de prisão superior a um ano, ainda que suspensa.
Mais do que a proibição, o que Rui Pinto lamenta é não ter sido avisado, “atempadamente, sobre a existência de entraves” à sua entrada, apesar de ter contactado previamente a Embaixada de Tóquio em Lisboa e os serviços de imigração de Tóquio. “Tal teria evitado esta inútil viagem e o desconforto de toda esta situação”, criticou.
Quatro anos de pena suspensa
Recorde-se que, em setembro de 2023, Rui Pinto foi condenado no processo “Football Leaks” a quatro anos de prisão, com pena suspensa. Em janeiro do ano passado, começou a ser julgado no âmbito de outro processo, que ainda aguarda sentença.
No primeiro processo, o “hacker” fora acusado de 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo, visando entidades como o Sporting, a Doyen, a sociedade de advogados PLMJ, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por extorsão, na forma tentada. Este último crime diz respeito à Doyen e foi o que levou também à pronúncia do advogado Aníbal Pinto.
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