Já são conhecidos os vencedores da primeira Competição de Arte Visual “BD-Macau”, um concurso com carácter bi-anual realizado pela Somos! – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa, que visa premiar trabalhos na área da banda desenhada e também dar maior atenção a este tipo de expressão artística.
O primeiro prémio foi arrecadado por um jovem de 25 anos, Tse Wai Sam, que recebeu sete mil patacas pelo trabalho “O Último Passo de Dança”. A banda desenhada evoca, segundo um comunicado da Somos!, o “icónico conjunto da Vila da Taipa, retratando, através da dança solitária de um idoso português, a fusão cultural e a memória afetiva na transformação urbana”.
Segundo o autor, citado na mesma nota, esta dança “simboliza a tradição e a lembrança”, enquanto as luzes da cidade “representam a modernidade, criando em conjunto o ritmo único de Macau, entre a nostalgia e o renascimento”.
O segundo prémio, por sua vez, coube a Ng Ka Iam, que apresentou a prancha de banda desenhada “Um Dia do Gato do Barra”, e que com isso arrecadou quatro mil patacas. Trata-se de um conjunto de desenhos que se desenrola “no ambiente em Macau e regista as histórias dos visitantes através da perspetiva de um gato que vive no Templo A-Má”.
Segundo a Somos!, a “habilidade ‘única do gato’ permite-lhe ver o passado de cada visitante, apresentando as ‘experiências e emoções entrelaçadas de diferentes personagens em Macau’”. Este concorrente, com apenas 15 anos, retratou neste trabalho “momentos desde os primeiros emigrantes até à transformação moderna, mostrando o encanto ‘único de Macau como um local de fusão cultural, ao mesmo tempo que explora o sentimento de pertença e as memórias dos indivíduos face às mudanças da cidade’”, descreve-se na nota.
Finalmente, o terceiro prémio, de duas mil patacas, foi atribuído a Tam Hio Tong, que concorreu com o trabalho “A-Muk e o Sapo – Capítulo de Macau”. Aqui existe uma protagonista, “A-Muk”, que faz uma “jornada calorosa de meio-dia” pelo território, tal como um “pequeno sapo”.
“O autor, de 17 anos, tece habilmente na narrativa a carne de Vaca Seca da Ruínas de São Paulo, o gelado de coco da Rua dos Ervanários, e até a cultura única das motocicletas de Macau. Esta criação, a partir da perspetiva de um adolescente, ‘prova que as características culturais de Macau já estão profundamente enraizadas, também, no quotidiano da nova geração’”, refere a Somos!.
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