“Precisamos da Gronelândia do ponto de vista da segurança nacional, e a Dinamarca não vai conseguir fazê-lo”, disse em resposta à pergunta de um repórter, a bordo do Air Force One, a caminho de Washington, depois de mais um fim de semana em Mar-a-lago, estância de luxo na Florida onde acompanhou a invasão do Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas. “Vamos preocupar-nos com a Gronelândia daqui a dois meses… vamos falar da Gronelândia daqui a 20 dias”, reforçou, colocando pela primeira vez prazos concretos, ainda que confusos, para avançar contra um território de um país aliado da NATO.
“Já chega”, reagiu pouco depois o primeiro-ministro da Gronelândia, Jens Frederik Nielsen, já após a primeira-ministra dinamarquesa ter reagido com veemência, dizendo que é “absolutamente absurdo dizer que os Estados Unidos devem assumir o controlo da Gronelândia”. No fim de semana, Mette Frederiksen apelou a Washington para que deixasse de “ameaçar o seu aliado histórico”.
França foi um dos primeiros países a sublinhar solidariedade com a Dinamarca, pela voz do ministro dos Negócios Estrangeiros, Pascal Confavreux: “As fronteiras não podem ser alteradas pela força. A Gronelândia pertence aos gronelandeses e aos dinamarqueses e cabe-lhes a eles decidir o que fazer com ela”, afirmou.
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