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Portugal entrou na CEE há 40 anos. Um processo longo e duro que transformou um país com fortes marcas da ditadura

No dia 1 de janeiro de 1986, concretizava-se um objetivo que durante anos pareceu inalcançável. Após as negociações que se iniciaram em 1977, a União Europeia recebia um dos países mais pobres da Europa Ocidental, com uma população fustigada pelos salários baixos, elevada taxa da desemprego e reduzida escolaridade.

Quarta-feira, 1 de janeiro de 1986. Esta é a data que marca um novo rumo de Portugal, com a entrada de Portugal na União Europeia, que na altura ainda se chamava Comunidade Económica Europeia (CEE).

Faz esta quinta-feira 40 anos do concretizar de um sonho para a maioria dos portugueses. Portugal estava, finalmente, no comboio do desenvolvimento europeu, sobre o qual se formularam diversos desejos, traduzidos inclusive na música Quero ver Portugal na CEE, o primeiro sucesso da banda GNR, editado em março de 1981.

Tinham passado quase 12 anos da revolução do 25 de Abril, que colocou ponto final a uma ditadura de 48 anos mas que, após o processo de descolonização e de nacionalizações, quando a economia se abriu à comparação direta com os nossos parceiros, Portugal se viu como um dos países mais pobres da Europa Ocidental.

Os salários baixos, a elevada taxa da desemprego e a baixa escolaridade faziam com que os portugueses tivessem grande expectativa sobre aquilo que a CEE lhes poderia proporcionar, tendo em conta os fundos europeus a que o país iria ter acesso, as perspectivas de modernização das infraestruturas, bem como a possibilidade de criação de mais emprego.

Nessa passagem de ano de 1985 para 1986 nasceu, na prática, uma nova esperança para os portugueses.

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