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Inflação em Macau acelera pelo quarto mês consecutivo em novembro para 0,72%

A inflação anual em Macau acelerou em novembro, pelo quarto mês consecutivo, atingindo 0,72%, o valor mais elevado dos últimos 15 meses, foi hoje anunciado

A subida do índice de preços no consumidor (IPC) em novembro foi 0,12 pontos percentuais maior do que em outubro, e o valor mais elevado desde agosto de 2024 (0,74%), segundo dados oficiais.

De acordo com a Direção dos Serviços de Estatística e Censos, a aceleração da inflação deveu-se sobretudo aos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (mais 1,25%). O custo das refeições adquiridas fora de casa subiu 1,6%.

Os gastos com rendas ou hipotecas de apartamentos subiram 0,73% e 0,49%, respetivamente. Em 11 de novembro, a Autoridade Monetária de Macau aprovou a terceira descida da taxa de juro este ano.

Em abril de 2024, a Assembleia Legislativa do território acabou com vários impostos sobre a aquisição de habitações, para “aumentar a liquidez” no mercado imobiliário, defendeu na altura o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong.

Com a recuperação no número de visitantes, a região semiautónoma chinesa registou uma subida de 32,9% no preço da joalharia, ourivesaria e relógios, produtos populares entre os turistas da China continental.

Pelo contrário, os gastos com eletricidade caíram 3,1%, enquanto o preço dos serviços de telecomunicações decresceu 3,4%.

A inflação em Macau acelerou em novembro, num período em que o IPC voltou a subir na China continental, pelo segundo mês consecutivo.

Na China continental, de longe o maior parceiro comercial de Macau, o IPC subiu 0,7% em termos homólogos em novembro, registando o aumento mais elevado desde fevereiro de 2024. A China registou deflação em seis dos 11 meses deste ano.

A deflação reflete debilidade no consumo doméstico e no investimento e é particularmente gravoso, já que uma queda no preço dos ativos, por norma contraídos com recurso a crédito, gera um desequilíbrio entre o valor dos empréstimos e as garantias bancárias.

O valor registado em setembro confirmou as expetativas da maioria dos analistas, após dois meses consecutivos de quedas, seguidos por uma subida inesperada de 0,2% em outubro.

A segunda maior economia mundial enfrenta há mais de dois anos pressões deflacionistas, com a fraca procura interna e o excesso de capacidade industrial a penalizarem os preços, enquanto a incerteza no comércio internacional dificulta o escoamento de produtos por parte dos fornecedores.

O índice de preços no produtor, que mede os preços à saída da fábrica, aprofundou em novembro a tendência negativa dos últimos dois anos, com uma descida homóloga de 2,2%.

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