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NATO exclui adesão da Ucrânia, mas pede garantias devastadoras contra a Rússia

O secretário-geral da NATO excluiu, esta quinta-feira, a adesão da Ucrânia à organização devido à oposição de alguns aliados, mas defendeu garantias para Kiev que prevejam uma resposta devastadora em caso de nova agressão russa.

“Putin tem de saber que, se voltar a atacar a Ucrânia após um acordo de paz, a reação será devastadora”, afirmou Mark Rutte, referindo-se ao presidente russo, citado pela agência noticiosa espanhola EFE.

Rutte explicou durante uma conferência de imprensa em Orzysz, no norte da Polónia, que qualquer país do espaço euro-atlântico pode solicitar a adesão à NATO, conforme disposto no Tratado do Atlântico Norte.

Referiu que na cimeira de 2024, os líderes da NATO concordaram que o caminho da Ucrânia para a adesão era irreversível.

Mas admitiu a existência de “elementos práticos” e que alguns aliados, entre os quais a Hungria e os EUA, sinalizaram que não darão o consentimento à entrada da Ucrânia, que tem de ser aprovada por unanimidade.

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