Dias antes de ser encontrada morta em sua casa em Estremoz, no Alentejo, em Portugal, a bióloga, escritora e professora Clara Pinto Correia, 65, ícone literário e voz polêmica da cultura portuguesa, relatou ter sido estuprada na noite de Natal de 2020. À época tinha 60 anos.
Em uma crônica publicada no jornal digital “Página Um”, do qual era colunista, ela escreveu que o crime havia ocorrido após sair de uma festa na casa de amigos e ter aceitado carona de um jovem.
“Há cinco anos, (…), foram os dois tarados que juntaram esforços para tornar possível a minha violação. E depois, como fazem todas as mulheres violadas, falei com a minha médica, mas não falei com mais ninguém”, diz um trecho da coluna.
Depois do episódio, Clara disse que ter ficado “traumatizada até ao mais fundo do coração”, desenvolveu depressão e se refugiou ainda mais na solidão, longe da família e dos amigos.
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