Macau vai promover 10 atividades ao longo do ano para reforçar o estatuto de Cidade Criativa da UNESCO em Gastronomia, distinção atribuída em 2017. O plano foi apresentado pela Direção dos Serviços de Turismo (DST) e pretende promover a gastronomia local, incentivar a inovação culinária e consolidar o território como destino internacional de turismo gastronómico.
Entre as iniciativas previstas estão festivais gastronómicos, fóruns internacionais, intercâmbios entre chefs, programas de formação, campanhas de promoção da culinária macaense e projetos dedicados à gastronomia sustentável. O objetivo passa por preservar o património gastronómico local e, simultaneamente, estimular a criatividade e a inovação no setor.
Uma das principais apostas continua a ser a Festa Internacional das Cidades de Gastronomia, Macau 2026, que reuniu perto de 40 cidades da Rede de Cidades Criativas da UNESCO, provenientes dos cinco continentes. O evento incluiu demonstrações culinárias, mercados gastronómicos, fóruns e atividades abertas ao público, reforçando a cooperação internacional entre cidades distinguidas pela UNESCO.
No âmbito das comemorações do Dia da Gastronomia Sustentável, celebrado a 18 de junho, a DST lançou também o documentário “Fusão Criativa: Gastronomia Reimaginada”, que destaca a identidade gastronómica de Macau através de testemunhos de chefs, especialistas e representantes da UNESCO e das Nações Unidas. O filme procura mostrar como a gastronomia pode contribuir para a preservação cultural e para o desenvolvimento sustentável.
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Segundo a diretora da DST, Maria Helena de Senna Fernandes, a gastronomia constitui um dos principais elementos diferenciadores de Macau e desempenha um papel estratégico na promoção turística do território. A responsável sublinha que a culinária macaense representa um dos mais antigos exemplos de fusão entre tradições orientais e ocidentais, refletindo séculos de intercâmbio cultural.
O programa integra ainda iniciativas dirigidas aos jovens, ações de sensibilização para a gastronomia sustentável e projetos de valorização do património culinário local, alinhados com os objetivos da Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.
Com estas dez atividades, Macau pretende reforçar a projeção internacional da sua gastronomia e consolidar a posição como uma das principais referências mundiais na promoção da cozinha de fusão e do turismo gastronómico.