O primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou esta quarta-feira, 10 de dezembro, que o objetivo de chegar a um salário mínimo nacional de 1.600 euros é realista e será calendarizado “quando houver alicerces para isso”.
“É mesmo realista, é mesmo realista, não tenha dúvidas nenhumas. Vamos calendarizá-lo, quando tivermos os alicerces para isso”, disse Luís Montenegro em Baião, no distrito do Porto, à margem de uma cerimónia dedicada à atribuição de equipamento de prevenção de incêndios rurais e gestão florestal.
No sábado, no Porto, o primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís Montenegro, aumentou os objetivos salariais para o país, afirmando que quer o salário mínimo nos “1.500 ou 1.600 euros” e o salário médio nos “2.500, 2.800 ou 3.000 euros”, revendo os valores mencionados sexta-feira, quando tinha sugerido aproveitar a mudança das leis laborais para elevar o salário mínimo para os 1.500 euros e o médio para 2.000 ou 2.500 euros.
Este anúncio foi já criticado por outros partidos políticos e pelas centrais sindicais, nomeadamente a CGTP que, no domingo, considerou que a declaração do primeiro-ministro é “um ato desesperado” e “um insulto” aos 2,5 milhões de trabalhadores com menos de 1.000 euros (antes de impostos).
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