A Exploração da Inovação Tecnológica de Macau em Lisboa 2025, realizada entre 10 a 14 de novembro, faz parte do apoio da Sands China ao Governo de Macau, no âmbito do desenvolvimento sustentável do turismo inteligente e indústrias de alta tecnologia. A iniciativa foi coorganizada pela Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) e foi apoiada pelo Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT). A coordenação coube ao Centro de Incubação do Sands Resorts - uma iniciativa da empresa dedicada a descobrir e apoiar empresas locais inovadoras com potencial de desenvolvimento.
Depois de no ano passado terem recebido “ampla aclamação” pela visita a Lisboa, Grant Chum, CEO e diretor executivo da Sands China, afirma que a empresa vai continuar a “apoiar a orientação política do Governo de Macau” na “promoção do desenvolvimento integrado do Tursimo + Tecnologia, e aproveitar ao máximo os pontos fortes de Macau como plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa, contribuindo para a diversificação económica de Macau.”
Chum defende que este ano se voltou a criar “uma plataforma internacional de intercâmbio com visão de futuro para um novo grupo de empresas de Macau”, ampliando horizontes tecnológicos e de inovação e apoiando “o estabelecimento de relações com empresas em Lisboa.”
Referiu que a participação na Web Summit, que “atraiu mais de 71.000 participantes de 157 países”, permitiu aos delegados “criar redes pessoais enquanto aprendiam sobre tecnologias de ponta”. Grant Chum agradeceu ainda o apoio da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) e do Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT), que “asseguraram o sucesso da missão.”

Por sua vez, um representante da DSEDT destacou que Macau funciona como “uma importante janela para a abertura do país”, beneficiando do princípio “Um País, Dois Sistemas”, do regime de porto livre, da livre circulação de capitais e da “estreita ligação com os Países de Língua Portuguesa”.
Mencionou também que o futuro Parque Industrial de Investigação e Desenvolvimento das Ciências e Tecnologia de Macau terá como funções “apoiar a internacionalização de empresas tecnológicas do Interior da China, acolher projectos estrangeiros de vanguarda e promover a integração entre indústria, academia e investigação”.
No último dia em Lisboa, os membros da delegação ainda fizeram parte de um workshop intitulado “Oportunidades Concretas”, conduzido por Manuel Tânger, membro da faculdade de Disrupção, Inovação e Empreendedorismo da Singularity University. Este serviu para aprender a identificar oportunidades de inovação, convidando os membros a resolver desafios em conjunto e a partilhar ideias.