“Quero deixar muito claro que a orientação, que é minha, é do primeiro-ministro, é a de que nos serviços de saúde não deve haver nenhuma diminuição nem do serviço, nem da disponibilidade de acesso aos mesmos”, sublinhou Montenegro, em declarações aos jornalistas à saída da visita a uma escola em Lisboa. “É completamente falso que haja qualquer orientação no sentido de diminuir a capacidade de disponibilizar serviços e de recuperar até a celeridade com que os mesmos são prestados”.
O primeiro-ministro defendeu que é necessário “ser mais eficiente no uso do dinheiro público”. “A palavra ‘corte’ não é correta. Não há nenhuma orientação para cortar o que quer que seja”, assegurou. Luís Montenegro confirmou que existe uma instrução para diminuir a despesa, no entanto, diz que se trata de “otimização de recursos”.
“Há uma orientação, que é naturalmente muito exigente, mas que, creio eu, merece a compreensão de todos, no sentido de sermos mais eficientes, no sentido de otimizarmos mais os recursos”, explicou Montenegro. “Nós não queremos cortar nada. Implica gerir melhor, implica lutar contra o desperdício, implica fazer melhores opções na compra de bens e serviços, para podermos ter os recursos de que precisamos, para podermos ter uma política retributiva, em termos de valorização de carreiras, que seja adequada para podermos atrair e reter mais profissionais de saúde no sistema”.
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