O trabalho de campo desta sondagem decorreu ao longo da semana passada (6 a 10 de outubro), enquanto decorria a reta final da campanha autárquica e numa altura em que o campo de candidatos presidenciais está praticamente definido. A principal conclusão é a de que Henrique Gouveia e Melo teria, nesta altura, praticamente assegurada uma passagem à segunda volta, ainda que esteja em perda relativamente ao inquérito realizado em março, também pela Pitagórica (então obteve 35,9%).
Em segundo lugar volta a posicionar-se Luís Marques Mendes, sendo que o antigo líder social-democrata também está em queda relativamente ao cenário de há sete meses (então marcava 25,5%). Consegue ainda o que se designa por empate técnico, tendo em conta a margem de erro da sondagem (mais ou menos 4%), mas apenas por uma décima (o melhor resultado possível seria 23,5%, enquanto o almirante tem como limiar mínimo os 23,4%). Mas na verdade é com o concorrente que vem logo a seguir que tem de se preocupar.
Empate técnico entre Mendes e Seguro
António José Seguro, que em março passado se ficou pelos 14,1%, já subiu quatro pontos e está muito mais próximo de Marques Mendes. Ou seja, se considerarmos apenas a luta pelo segundo lugar, há um verdadeiro empate técnico. O patamar mínimo do social-democrata é de 17,1%, enquanto o máximo do socialista é de 21,5%. É importante notar, no entanto, que o inverso também é possível, ou seja, Mendes poderia chegar nesta altura ao máximo de 23,5%, enquanto Seguro arrisca um patamar mínimo de 15,3%.
Se acrescentarmos a esta equação que a sondagem encontrou 17,3% de eleitores indecisos, percebe-se melhor como está ainda tudo em aberto na disputa por um lugar na segunda volta, incluindo para alguns dos candidatos que estão um pouco mais abaixo: André Ventura (13,9%), que segue em quarto lugar, e João Cotrim de Figueiredo (9,1%), em quinto. Daí para baixo, os resultados começam a ser irrelevantes, com Rui Tavares nos 2,9% (o seu nome foi testado na sondagem, mas o Livre ainda não apontou ou apoiou qualquer candidato), o comunista António Filipe com 2,5% e a bloquista Catarina Martins com 1,9%.
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