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Empresários atuaram para aproximar governos e ajudaram a pavimentar aceno de Trump a Lula

Grandes empresários brasileiros facilitaram contatos entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, ajudando a pavimentar o caminho para os acenos feitos pelo republicano ao petista nesta terça-feira (23), durante a Assembleia-Geral da ONU. Os dois devem se encontrar na semana que vem.

Segundo interlocutores que acompanharam o processo, a atuação de gigantes como a Embraer (empresa da qual o governo é acionista) e a JBS, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, contribuiu para fortalecer, dentro da gestão Trump, a ala que defende uma negociação focada no comércio, e não em questões políticas, entre EUA e Brasil.

Na administração republicana, os representantes desse grupo estão nas equipes do escritório de comércio dos EUA, chefiado por Jamieson Greer, e do Departamento de Comércio, liderado por Howard Lutnick. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, também teria demonstrado preocupação com os impactos que a eventual aplicação de sanções contra bancos brasileiros poderia causar ao sistema financeiro.

Esse grupo se opõe a funcionários do Departamento de Estado e ao ex-assessor de Trump, Jason Miller, que consideram o julgamento de Jair Bolsonaro como peça central da relação bilateral e defendem uma estratégia de pressão máxima contra o Brasil.

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