Segundo interlocutores que acompanharam o processo, a atuação de gigantes como a Embraer (empresa da qual o governo é acionista) e a JBS, dos irmãos Wesley e Joesley Batista, contribuiu para fortalecer, dentro da gestão Trump, a ala que defende uma negociação focada no comércio, e não em questões políticas, entre EUA e Brasil.
Na administração republicana, os representantes desse grupo estão nas equipes do escritório de comércio dos EUA, chefiado por Jamieson Greer, e do Departamento de Comércio, liderado por Howard Lutnick. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, também teria demonstrado preocupação com os impactos que a eventual aplicação de sanções contra bancos brasileiros poderia causar ao sistema financeiro.
Esse grupo se opõe a funcionários do Departamento de Estado e ao ex-assessor de Trump, Jason Miller, que consideram o julgamento de Jair Bolsonaro como peça central da relação bilateral e defendem uma estratégia de pressão máxima contra o Brasil.
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