Nos primeiros cinco meses do ano foram concretizados quase 659 despejos, o que representa um aumento de 14%, em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que a situação é mais grave no distrito de Lisboa. Segundo dados da Direção-Geral da Administração da Justiça, revelados pelo jornal Público, entre janeiro e maio, entraram 1107 pedidos de procedimento especial de despejo no Balcão do Arrendatário e do Senhorio. Já nos tribunais, em 2024, deram entrada mais de 2700 processos de despejo.
Em declarações à TSF, António Frias Marques, presidente da Associação Nacional de Proprietários, defende que estes dados são um reflexo direto do “incumprimento do pagamento das rendas”, mas considera que “são números razoáveis e nada preocupantes, tendo em conta o universo de cerca de um milhão de contratos de arrendamento que há em Portugal”. Ainda assim, António Frias Marques sublinha que “compete ao Governo resolver o problema da falta de acesso à habitação por várias camadas da habitação”, mas diz que “até agora o Executivo tem feito zero”.
Leia mais em TSF