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Arte Macau 2025 transforma a cidade numa galeria a céu aberto

Bienal internacional arranca este verão com dezenas de exposições, instalações e projetos que unem artistas de todo o mundo em torno da criatividade e da identidade cultural de Macau

Entre julho e outubro de 2025, a cidade de Macau volta a afirmar-se como um palco de excelência para a arte contemporânea com o regresso da “Arte Macau: Bienal Internacional de Arte de Macau 2025”. Organizado pelo Instituto Cultural (IC), com o patrocínio da Secretaria para os Assuntos Sociais e Cultura da RAEM e a colaboração de diversas entidades públicas e privadas, o evento promete levar vibrações artísticas a toda a cidade.

A edição deste ano propõe um modelo de cocriação entre Governo, artistas, empresas e comunidade, com o objetivo de consolidar Macau como um centro de turismo cultural e uma plataforma de intercâmbio criativo entre Oriente e Ocidente.

Arte em todos os cantos da cidade

A “Arte Macau 2025” apresenta-se dividida em seis secções: Exposição Principal, Arte Pública, Pavilhão da Cidade, Exposição Especial, Projeto de Curadoria Local e Exposição Colateral. No total, serão apresentadas cerca de 30 exposições com obras de artistas provenientes de mais de dez países e regiões, com destaque para criações que exploram as dimensões históricas, sociais e humanas da cidade.

O curador principal, Feng Boyi, propõe uma reflexão íntima e filosófica com o tema “Olá, o que fazes aqui?”, que convida à exploração da memória local e das complexidades globais. A Exposição Principal, patente a partir de 19 de julho no Museu de Arte de Macau, reúne 46 artistas de 13 países, com cerca de 80 obras que vão desde a pintura e escultura à inteligência artificial, instaladas em espaços tradicionais e não convencionais da cidade.

Arte pública para todos

Sob o tema “Ondas e Caminhos”, a secção de Arte Pública leva criações artísticas aos espaços comunitários, promovendo a interação com residentes e visitantes. Entre as obras em destaque está Mãos Emprestadas, da americana Ann Hamilton, que transforma edifícios do património em símbolos vivos da cultura local, e Não Terminal, da chinesa Yin Xiuzhen, uma metáfora visual sobre o tempo e a existência.

Outros projetos incluem propostas de artistas da Austrália, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul e China, destacando-se A Torre do Tempo, uma colaboração entre três criadores asiáticos que celebra a amizade entre culturas orientais.

Diálogo multicultural e criatividade local

O Pavilhão da Cidade contará com exposições organizadas pelo Consulado-Geral de Portugal em Macau e pelo Museu de Arte de Jinan (China), sublinhando a fusão cultural entre Oriente e Ocidente. Já o “Projeto de Curadoria Local” reúne seis propostas selecionadas entre cerca de 40 apresentadas, explorando temas como memória histórica, ecologia, género, tecnologia e linguagem.

A par destas iniciativas, a bienal inclui também exposições académicas, propostas de galerias locais e projetos individuais, reforçando o dinamismo e a diversidade do panorama artístico de Macau.

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