Os discursos políticos de “descentralização” e “coesão territorial” não batem certo com a realidade dos números. Os últimos dados do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social revelam que cada vez mais “Portugal é Lisboa e o resto é paisagem”. Entre 2013 e 2023, a distância entre a capital e os restantes distritos aumentou no salário, no número de trabalhadores e de empresas.
Em Lisboa, a “remuneração média mensal ganha” (valor ilíquido que inclui, para além do salário-base, os subsídios, prémios e horas suplementares) em 2023 era de 1779,40 euros, mais 313 euros que a média nacional (1466,70), 335 euros acima do distrito do Porto, mais 431 que Aveiro, 534 relativamente a Braga e 643 comparativamente com Bragança e 603 face à Guarda, os dois distritos onde se ganha menos. Em 2003, Lisboa “pagava” mais 305 que a média nacional (ver infografia).
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