Início » Cinema português com sotaque universal

Cinema português com sotaque universal

A 7.ª Mostra de Cinema Português em Macau, que decorre entre os dias 20 e 22 de junho, no Auditório da Casa Garden, apresenta uma seleção de filmes que revela a diversidade e vitalidade do cinema português, com obras para todos os públicos. “Filmes como ‘Estamos no Ar’ tratam de assuntos que não têm fronteiras”, sublinha Margarida Moz, curadora da mostra

Fernando M. Ferreira

O evento traz à cidade uma seleção de filmes portugueses, numa iniciativa organizada pela delegação de Macau da Fundação Oriente, em associação com a Portugal Film – Agência Internacional de Cinema Português. O objetivo é claro: dar a ver a diversidade e a vitalidade do cinema português a públicos diversos, do local ao internacional, passando pela comunidade lusófona.

Na seleção deste ano, destaca-se ‘Ice Merchants’, de João Gonzalez, curta-metragem de animação que marcou a história do cinema português ao ser a primeira nomeada para os Óscares. “Foi um sucesso estrondoso e, por isso mesmo, um ano difícil para os outros filmes que estrearam ao mesmo tempo”, explica Margarida Moz ao PLATAFORMA. Ainda assim, a curadora sublinha que a mostra pretende representar diferentes géneros e estilos, num cinema que, embora não se inscreva no circuito comercial de ‘blockbusters’, tem conquistado públicos em festivais de cinema e salas por todo o mundo.

O cinema português consegue, com poucos recursos, fazer filmes que viajam. Praticamente não há festival onde Portugal não esteja representado com uma curta ou longa-metragem”, destaca.

Para o público de Macau, Margarida Moz procurou criar uma programação acessível e apelativa: “Pensei nos portugueses que aqui vivem e podem ter interesse em ouvir português no grande ecrã, mas também no público internacional. Filmes como ‘Estamos no Ar’, sobre três gerações de uma família, ou ‘Grace’, uma coprodução luso-brasileira sobre a experiência migrante, têm temas universais”.

Mais do que um alinhamento temático, a mostra oferece uma oportunidade rara de proximidade com o cinema português. “Estou presente em todas as sessões. Gosto de poder responder a perguntas, conversar com o público — é isso que torna um festival diferente de ir ao cinema”. Apesar das limitações logísticas, Margarida Moz ambiciona trazer realizadores em futuras edições e espera que o público crie o hábito: “Gostava que marcassem na agenda, que todos os anos venham ver pelo menos dois ou três filmes”.

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!