A embaixada da China em Telavive alertou hoje os cidadãos chineses em Israel para se manterem “em estado de alerta elevado” e agirem com precaução, após o país ter lançado ataques contra o Irão.
“A Embaixada da China em Israel recorda veementemente aos cidadãos chineses no país que acompanhem de perto a evolução da situação, mantenham a calma e mantenham-se em estado de alerta elevado”, referiu a missão diplomática na sua conta oficial na plataforma WeChat.
“Não saiam de casa salvo se for estritamente necessário e evitem rigorosamente as zonas próximas de instalações militares e instituições sensíveis”, acrescentou.
Israel lançou ataques “preventivos” contra instalações nucleares e militares em todo o Irão, incluindo a capital Teerão, onde a imprensa estatal denunciou a morte de “várias pessoas”.
Entre os mortos está o chefe da Guarda Revolucionária iraniana, Hossein Salami.
O ataque ocorre quando as negociações iniciadas em abril entre Estados Unidos e a República Islâmica sobre o programa nuclear iraniano tinham chegado a um impasse.
A defesa aérea iraniana “está a operar a 100% de sua capacidade”, informou a televisão estatal após os ataques.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que os ataques contra o Irão vão continuar “tantos dias quanto for necessário”, garantindo que os bombardeamentos atingiram “o coração do programa de enriquecimento nuclear do Irão”, e do seu programa de mísseis balísticos.
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou a declaração do estado de emergência antecipando uma iminente resposta iraniana.
“Após o ataque preventivo do Estado de Israel contra o Irão, espera-se, no futuro imediato, um ataque com mísseis e drones contra o Estado de Israel e sua população civil”, declarou Katz.
Donald Trump convocou uma reunião do Conselho de Segurança Nacional para hoje após a ação israelita, e seu secretário de Estado, Marco Rubio, alertou o Irão para não atacar bases dos Estados Unidos no Oriente Médio.