Reunidos à mesma mesa no palácio Dolmabahce, em Istambul, russos e ucranianos puderam dizer o que queriam sem intermediários, embora na presença da diplomacia turca. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Hakan Fidan, ao abrir as conversações apelou às delegações para “aproveitarem a oportunidade”. Disse também que era “de extrema importância que o cessar-fogo ocorresse o mais rapidamente possível”, uma reivindicação partilhada pela Ucrânia. No entanto, a parte russa não deu sinais de que o Kremlin esteja interessado em pausar a guerra. Ao fim de duas horas, alcançou-se apenas um acordo para uma nova troca de prisioneiros, desta vez de mil para cada lado.
O turco Fidan descreveu a troca de prisioneiros como uma “medida de construção de confiança” e afirmou que as partes tinham concordado, em princípio, em reunir-se novamente, disse numa mensagem nas redes sociais. A delegação ucraniana, chefiada pelo ministro da Defesa, Rustem Umerov, saudou a troca de prisioneiros, enquanto um representante dos serviços de informações militares disse aos meios de comunicação ucranianos que as listas estão a ser preparadas.
Leia mais em Diário de Notícias