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Agências de viagens querem mais voos com a China

O presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) disse esperar que o novo Governo português possa promover mais voos diretos com a China

Lusa

“Veremos se, quando recuperarmos a estabilidade política em Portugal, haverá espaço e tempo para se começarem a desenvolver mais ligações aéreas [com a China]”, disse Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT.

Pedro Costa Ferreira disse não ter dúvidas de que voos diretos entre Portugal e a China “serão sempre um êxito” e que o atual problema “não será nunca económico”.

“É a questão de encontrar um espaço no aeroporto e os [operadores] interessados em voar. (…) Será eventualmente [um problema] logístico e esperamos que possa ser resolvido”, acrescentou.

Atualmente existe apenas uma ligação direta entre a China e Portugal, com uma frequência de quatro voos por semana de Lisboa, com destino a Hangzhou, a capital da província de Zhejiang (leste), uma das mais prósperas da China.

“Estamos muito longe daquilo que queremos e longe daquilo que são, naturalmente, as ambições dos dois lados”, disse o presidente da APAVT.

Também o líder do bloco europeu de agências e operadores turísticos, Eric Drésin, disse que a falta de voos para a China é o principal desafio para atrair mais visitantes da Europa.

“O problema principal (…) é a conectividade. Voar é caro”, lamentou o secretário-geral da Confederação Europeia das Associações de Agências de Viagens e Operadores Turísticos (ECTAA, na sigla em inglês)

“As companhias aéreas europeias não conseguem chegar à China sobrevoando a Rússia por causa da guerra na Ucrânia, pelo que reduziram o número de voos para a China continental”, recordou Drésin.

“Assim, dependemos muito de companhias aéreas não europeias para trazer viajantes” até ao continente asiático, explicou Drésin, incluindo empresas de Singapura, Japão e Coreia do Sul.

No caso da China, “não é muito comum os viajantes europeus viajarem com companhias aéreas chinesas. Precisam de estabelecer melhor a sua marca na Europa”, referiu o francês.

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