A moeda norte-americana à vista fechou em baixa de 0,74%, aos 5,8691 reais — a menor cotação desde 26 de novembro do ano passado, quando encerrou em 5,8096 reais. Em janeiro a divisa acumula queda de 5,02%. Veja cotações.
Às 17h05 na B3 o dólar para fevereiro — atualmente o mais líquido — cedia 0,42%, aos 5,8755 reais.
O dado fiscal do dia — a arrecadação federal — trouxe certo alento para os ativos brasileiros, inclusive para a curva de juros. Pela manhã, a Receita Federal informou que a arrecadação do governo federal teve alta real (descontada a inflação) de 9,6% em 2024 sobre ano anterior, somando 2,653 trilhões de reais, no melhor resultado anual já registrado na série histórica, iniciada em 1995.
De acordo com Pedro Ros, CEO da Referência Capital, a taxa de juros elevada no Brasil é um atrativoa para investidores estrangeiros, interessados nos altos rendimentos proporcionados pelo mercado local. “Com a Selic em patamares elevados, o Brasil continua atraindo investidores que buscam ganhos maiores, o que fortalece o real”, afirma. Além disso, a perspectiva de manutenção ou cortes nos juros americanos enfraquece o dólar globalmente, contribuindo para o fortalecimento de moedas como o real.
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