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Ano mais mortal desde que há registo: já morreram 281 trabalhadores humanitários em 2024

O Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários lamenta "este marco sombrio"

O ano de 2024 tornou-se o mais mortal para trabalhadores humanitários desde que há registo, devido à guerra de Israel na Faixa de Gaza, anunciou esta sexta-feira o Gabinete das Nações Unidas para Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA).

“Este marco sombrio foi alcançado com a morte registada de 281 trabalhadores humanitários em todo o mundo, ultrapassando os registos anteriores”, indicou o OCHA num comunicado, citando números da Base de Dados de Segurança dos Trabalhadores Humanitários, quando o ano não está sequer terminado.

“Os trabalhadores humanitários estão a ser mortos a um ritmo sem precedentes, sendo a sua coragem e humanidade recebidas com balas e bombas”, afirmou o subsecretário-geral para os Assuntos Humanitários e coordenador da Ajuda de Emergência, Tom Fletcher.

“Esta violência é inaceitável e devastadora para as operações de ajuda. Os Estados e as partes em conflito devem proteger os trabalhadores humanitários, respeitar o direito internacional, processar os responsáveis e pôr fim a esta era de impunidade”, sustentou.

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