Em comentários ao jornal Tribuna de Macau, Amélia António, presidente da Casa, destacou as dificuldades que essas novas orientações trouxeram, complicando a contratação de profissionais qualificados e dificultando a atração de novos talentos para a comunidade.
António enfatizou que a saída de muitos profissionais qualificados tem sido difícil de substituir, uma vez que as condições atuais tornam desafiador atrair pessoas dispostas a se mudar para Macau.
Sam Hou Fai demonstrou interesse nas preocupações apresentadas, ouvindo atentamente e tomando notas sobre as dificuldades enfrentadas pela comunidade portuguesa relacionadas ao BIR.
O encontro também discutiu a importância de um apoio mais eficaz para a Casa de Portugal, que opera em um ambiente onde as rendas estão em constante aumento, tornando fundamental a busca por recursos adicionais. A conversa, conduzida em português, refletiu o interesse do candidato em entender melhor a situação da comunidade lusa e as implicações das políticas atuais sobre a imigração.
Durante o encontro o candidato reconheceu a relevância de preservar a língua e a cultura portuguesas, que considerou um ativo importante para a RAEM. Ao mesmomo tempo, os representantes da Casa sugeriram que o Governo deveria fazer uma revião das políticas de financiamento às associações, optimizar os procedimentos administrativos, aumentar o investimento em projectos de promoção e formação da cultura e língua portuguesa.
Os representantes associativos esperam que a nova administração dê maior importância ao cultivo de talentos, que se promove o desenvolvimento da cultura, arte e artesanato portugueses, e que se aperfeiçoem as políticas atinentes ao trabalho e à formação de professores de origem portuguesa em Macau, que se conservem a diversidade cultural e a continuação dos valores jurídicos característicos do direito continental europeu.