Há guardas prisionais que vigiam as câmaras de videovigilância nas prisões que estão a pedir escusa de responsabilidade, uma vez que receiam ser o “bode expiatório” quando há problemas. A revelação foi feita, esta segunda-feira, no Fórum TSF pelo presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional.
“Já tenho aqui pedidos de colegas a pedir escusa de responsabilidade das câmaras, porque começámos a ver que poderão querer empurrar isto para o parente mais pobre, o corpo da guarda prisional. Como é típico em Portugal, quando acontece qualquer catástrofe, qualquer problema, vamos tentar arranjar um bode expiatório. Aqui está quase a querer dizer-se que foi o guarda prisional nas câmaras. Está provado cientificamente que uma pessoa que esteja mais de 30 minutos a olhar fixamente para uma câmara, passados 30 minutos não vê nada. Agora, imagine uma pessoa que está a olhar para mais de 200 câmaras em micro ecrãs espalhados por oito televisões diferentes”, explicou Frederico Morais.
A falta de segurança nas prisões é um problema que não se limita a Vale de Judeus. O presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional garante que este é um problema geral. “A falta de guardas, a falta de efetivos e a falta de segurança é a nível nacional. Aqui só há um culpado: é o Estado português”, atira, sublinhando que é a função do Estado “garantir o funcionamento dos estabelecimentos prisionais e, ao mesmo tempo, a segurança da população”.
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