A Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu as eleições regionais na Turíngia e ficou em segundo na Saxónia, confirmando um abalo político que as sondagens previam. Além de carregados de simbolismo — é a primeira vez desde o fim do regime nazi que um partido de extrema-direita vence um sufrágio –, os resultados são também uma forte advertência aos três partidos da coligação governamental liderada por Olaf Scholz.
“Estamos prontos para assumir a responsabilidade do governo”, disse o líder da AfD na Turíngia, Björn Höcke. O controverso ex-professor de História, multado este ano em duas ocasiões por usar palavras de ordem nazis, ambiciona ser o primeiro político da AfD a chefiar um governo de um dos 16 estados federais da Alemanha. Isto apesar de ter perdido o mandato direto: no seu círculo eleitoral, Greiz II, foi derrotado pelo candidato da CDU. Será, todavia, eleito de forma indireta.
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