China atribui 25 milhões para ajudar vítimas de terramoto que deixou 118 mortes

O Governo da China atribuiu hoje 200 milhões de yuan (cerca de 25 milhões de euros) para ajudar nos esforços de resgate e socorro, após o terramoto que fez 118 mortos no nordeste do país.

por Nelson Moura
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Desse montante, 150 milhões de yuans (19,2 milhões de euros) vão ser utilizados para ajudar a província de Gansu, enquanto os outros 50 milhões de yuans (6,4 milhões de euros) vão para a vizinha província de Qinghai, informaram o ministério da Gestão de Emergências e o ministério das Finanças.

Pelo menos 105 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas no terramoto de magnitude 6,2 ocorrido na segunda-feira à noite na província de Gansu, no noroeste da China, de acordo com a última contagem de vítimas divulgada pelos órgãos oficiais.

Na província de Qinghai, morreram mais 13 pessoas, elevando o número total para 118. O terramoto ocorreu às 23:59 de segunda-feira (15:59, em Lisboa) e teve o seu epicentro na fronteira entre as províncias de Gansu e Qinghai, a uma profundidade de dez quilómetros, segundo o Centro da Rede Sismológica da China.

O Governo chinês e o ministério da Gestão de Emergências declararam um nível II de resposta ao incidente, que afetou particularmente a vila de Jishisan, em Gansu, e a cidade de Haidong, na vizinha Qinghai.

A televisão estatal chinesa CCTV informou que houve interrupções no fornecimento de água e eletricidade, bem como nas infraestruturas de transportes e comunicações.

Tendas, camas dobráveis e edredões estavam a ser enviados para a região, segundo a CCTV. O Presidente chinês Xi Jinping apelou a um esforço total nos trabalhos de resgate para minimizar o número de vítimas. A temperatura mínima durante a noite na região foi entre 15 e 9 graus Celsius negativos, informou a Administração Meteorológica da China.

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Pelo menos 105 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas no terramoto de magnitude 6,2 ocorrido na segunda-feira à noite na província de Gansu

Os terramotos são comuns no noroeste da China, uma região montanhosa que se ergue para formar o limite oriental do planalto tibetano.

Em setembro de 2022, pelo menos 74 pessoas morreram num terramoto de magnitude 6,8 que abalou a província de Sichuan, no sudoeste da China, provocando deslizamentos de terras e abalando edifícios na capital da província, Chengdu, onde 21 milhões de habitantes se encontravam em confinamento devido a um surto de covid-19.

O terramoto mais mortífero da China nos últimos anos foi um de magnitude 7,9, ocorrido em 2008, que matou quase 90.000 pessoas em Sichuan. O tremor devastou cidades, escolas e comunidades rurais nos arredores de Chengdu, levando a um esforço de reconstrução com materiais mais resistentes que durou anos.

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