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Biden garante que EUA estão empenhados em beneficiar economias em todo o Pacífico

O Presidente norte-americano Joe Biden garantiu ontem, durante a cimeira da Ásia-Pacífico, que os Estados Unidos estão comprometidos com altos padrões no comércio e com parcerias que beneficiarão as economias de todo o Pacífico.

“Não vamos a lugar nenhum”, vincou o chefe de Estado norte-americano, perante autoridades nacionais e CEO presentes no fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), em São Francisco.

Poucos momentos depois da reunião com o Presidente chinês Xi Jinping, Biden transmitiu aos líderes empresariais que os EUA estavam a “desarriscar e a diversificar”, mas não a “dissociar-se” de Pequim. O governante sugeriu que os EUA e os amigos do Pacífico poderiam oferecer às empresas uma opção melhor do que a China.

“Temos diferenças reais com Pequim quando se trata de manter condições de concorrência económica justas e equitativas e de proteger a sua propriedade intelectual”, garantiu.

Biden procurou enviar uma mensagem clara sobre a liderança norte-americana, à medida que os líderes empresariais enfrentam os riscos de fazer negócios devido às guerras no Médio Oriente e na Europa e numa economia pós-pandemia ainda instável.

O democrata também passou hoje algum tempo a informar os líderes do Indo-Pacífico que os EUA estão empenhados em nutrir os laços económicos em toda a região. Nas observações aos CEO, Biden procurou destacar os esforços da sua administração para fortalecer os laços com a região.

Os membros da APEC investiram 1.700 milhões de dólares na economia dos EUA, apoiando cerca de 2,3 milhões de empregos americanos. As empresas norte-americanas, por sua vez, investiram cerca de 1.400 milhões de dólares nas economias da APEC.

“Temos diferenças reais com Pequim quando se trata de manter condições de concorrência económica justas e equitativas e de proteger a sua propriedade intelectual”, garantiu Biden (Photo by SAUL LOEB / AFP)

Mais tarde, durante as conversações com os líderes da APEC, espera-se que Biden se concentre na sustentabilidade, nas alterações climáticas e na transição para energias limpas. Os EUA não acolhem a cimeira anual de líderes – iniciada em 1993 pelo presidente Bill Clinton – desde 2011.

O grupo reuniu-se virtualmente em 2020 e 2021 devido à pandemia de covid-19 e os líderes reuniram-se em Banguecoque no ano passado, mas Biden faltou à cimeira porque a sua neta ia casar-se e enviou a vice-presidente Kamala Harris no seu lugar.

A conferência anual de líderes reúne chefes de nações e outros líderes económicos e diplomáticos de topo.

Biden sublinhou, aos que se reuniram na noite de quarta-feira numa festa de boas-vindas, incluindo o representante da Rússia, o vice-primeiro-ministro Alexei Overchuk, que os desafios atuais são diferentes daqueles enfrentados pelos líderes anteriores da APEC.

Plataforma com Lusa

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