Jerusalém é uma cidade historicamente dividida. Próxima da Palestina e da Faixa de Gaza, coloca-se assim a jeito para estar no centro de um conflito que dura há décadas e que nos últimos dias escalou para níveis medonhos. Na capital israelita, as divisões começaram por ser religiosas, tornaram-se étnicas, culturais e políticas, e também são levadas a sério no desporto e no futebol. É lá que está o Beitar, um clube que não aceita jogadores de origem árabe, apoiado por adeptos que cantam “morte aos árabes” e cujo extremismo nega qualquer empatia por refugiados. Mas também é lá, quase ao lado, que o Hapoel Katamon Jerusalém levanta a voz pela tolerância, pela inclusão e contra o racismo. Nos últimos anos, quase nada nem ninguém tem feito tanto para trazer alguma decência e humanidade à relação israelo-palestiniana.
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