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Consumo de raspadinhas é três vezes mais frequente nos pobres

O consumo frequente de raspadinhas é três vezes mais comum nas pessoas de baixos rendimentos. As conclusões são do estudo “Quem paga a Raspadinha?”, elaborado pela Universidade do Minho (UM) para o Conselho Económico e Social (CES), que identifica 30 mil pessoas com vício “patológico” de raspadinha em Portugal.

“A grande conclusão do estudo é que a raspadinha atinge diretamente a população socialmente mais vulnerável”, revela Pedro Morgado, psiquiatra que coordenou a investigação com o economista Luís Aguiar-Conraria. Em média, os portugueses gastam 54 euros por ano em raspadinhas, mas é na população que ganha entre 400 euros e 664 euros que surge a maior prevalência, pois estes jogam 3,1 vezes mais do que quem aufere mais de 1500 euros.

Das 2554 entrevistas que o estudo validou de Norte a Sul e ilhas, detetou-se que 8,7% dos inquiridos joga na raspadinha pelo menos uma vez por mês, sendo que há maior prevalência em certos grupos da população, por exemplo os de baixos rendimentos.

Os portugueses que só completaram o ensino básico também têm 5,8 vezes mais probabilidade de jogar do que quem tem mestrado ou doutoramento. E o mesmo acontece com a idade, pois os idosos têm o dobro da probabilidade de jogar do que os jovens. Se a análise incidir sobre as profissões dos jogadores, as mais presentes são as de operário e comerciante, mas também há muitos trabalhadores do setor agrícola a raspar.

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