Até o momento, cinco militares foram presos, incluindo o atual comandante da Polícia Militar local, coronel Klepter Rosa Gonçalves. Outro alvo da operação é o coronel Fábio Augusto Vieira, que ocupava a chefia a PM do DF em 8 de janeiro. Vieira já havia sido preso em 10 de janeiro, mas acabou sendo solto no início de fevereiro.
Em nota, a PGR informou que a operação, batizada de Incúria, tem como objetivo reunir novas provas de condutas praticadas por autoridades policiais do Distrito Federal nos ataques golpistas de 8 de janeiro. Na ocasião, a Polícia Militar do DF foi alvo de críticas por sua omissão no quebra-quebra que atingiu as sedes dos Três Poderes e foi até mesmo alvo de acusações de cumplicidade com os golpistas bolsonaristas.
Além dos mandados de prisão preventiva, há também ordens buscas e apreensão, bloqueio de bens e afastamento de funções públicas. Os pedidos foram feitos pelo coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, Carlos Frederico Santos.
Risco iminente de invasão ignorado
De acordo com o comunicado, ao oferecer a denúncia e requerer as medidas cautelares, o subprocurador-geral da República apresentou relato detalhado de provas já identificadas e reunidas na investigação, que apontam para a omissão dos envolvidos na operação.
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