Desemprego em Macau diminui. Salários mantêm-se

A taxa de desemprego e subemprego diminuíram no segundo trimestre do ano. A mediana salarial mantém-se idêntica aos primeiros três meses de 2023

por Gonçalo Lopes
Guilherme Rego

A taxa de desemprego (2,8 por cento) e a taxa de desemprego dos residentes (3,5 por cento) diminuíram 0,3 e 0,4 pontos percentuais, respetivamente. A taxa de subemprego também caiu 0,4 por cento, indica o mais recente inquérito ao emprego, divulgado esta semana pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

A mediana do rendimento salarial da população empregada cifrou-se em 17.000 patacas, e a dos residentes fixou-se em 20.000 patacas, sendo ambas idênticas às do primeiro trimestre de 2023. A população ativa a viver em Macau totalizou 371.800 pessoas, enquanto que a população empregada atingiu 361.400 pessoas, mais 2.100.

Com diploma e sem emprego

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Aqueles com ensino superior representam 43,9 da população empregada. (Fotografia: DSAL)

Relativamente às habilitações académicas da população empregada, há um dado curioso. Observou-se um decréscimo dos empregados com o ensino superior completo (menos 1,5 por cento em termos trimestrais). Por outro lado, aumentou a população empregada com o ensino secundário complementar (1,4 por cento).

Tal não significa que o desemprego entre a população ativa com o ensino superior tenha subido (até porque desceu 0,1 por cento), mas sim que quem possui ensino secundário complementar representa agora maior quota no mercado laboral, em comparação com o trimestre passado.

Aqueles com ensino superior representam 43,9 da população empregada, à frente daqueles que têm ensino secundário complementar (27,8 por cento), ensino secundário geral (17 por cento), ensino primário (9,4 por cento) e outros não especificados (1,8 por cento).

Ao mesmo tempo, a população com ensino superior é também aquela com maiores dificuldades em arranjar emprego nesta altura, representando quase metade da população desempregada (4.600).

Setor financeiro com melhores remunerações

No topo dos rendimentos mensais encontram-se os trabalhadores da atividade financeira (20.500 patacas). Apesar de manter o pódio face ao trimestre transato, a realidade é que a mediana salarial desta profissão caiu 1.500 patacas. Logo depois seguem-se os profissionais das lotarias e apostas, com uma mediana de 20.000 – uma descida de 500 patacas.

Trabalhadores na área dos transportes, armazenagem e comunicações fecham o trio com medianas de rendimentos mensais acima das 15.000 patacas. Estes trabalhadores, de facto, até conseguiram uma subida na sua remuneração, aumentando o encaixe em 1.500 patacas, para 16.800.

Exceto o último referido, só mais um ramo de atividade económica experienciou um aumento da mediana (ver gráfico n.º1). O comércio a retalho passa de 12.800 para 14.000 patacas, uma variação positiva de 9,4 por cento.

Causas do desemprego

O pós-pandemia é decididamente diferente do período pré-pandemia (ver gráficos n.º 2 e n.º 3). Em comparação com o trimestre homólogo de 2019, o inquérito à população indica que aumentaram os despedimentos, extinção das empresas, e o fim do emprego temporário. Embora a maioria da população ativa de Macau continue no desemprego por razões pessoais ou familiares, atualmente só 27,5 por cento dá esse motivo, ao passo que em 2019 esse número era 43,6 por cento.

Causas de desemprego em Macau. Unemployment reasons in Macau

 

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