Hotéis de cinco estrelas lideram em todas as linhas

Hotéis no geral subiram as taxas de ocupação. Os hotéis de cinco estrelas recuperaram, sendo novamente os estabelecimentos com maior taxa de ocupação média. Foram também responsáveis pela maioria dos visitantes que pernoitaram em Macau. Neste momento, têm mais de metade dos quartos disponíveis na cidade

por Gonçalo Lopes
Guilherme Rego

A taxa de ocupação dos hotéis de Macau subiu para 84,3 por cento em junho (+5,4 por cento em comparação com o mês de maio), segundo a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). A ocupação dos hotéis de cinco estrelas subiu quase sete por cento, sendo agora os estabelecimentos com maior taxa de ocupação em Macau, depois de ter temporariamente perdido o pódio para os hotéis de três estrelas, conforme o PLATAFORMA já havia noticiado. À exceção do alojamento de baixo custo, que perdeu hóspedes no mês de junho, todos os estabelecimentos hoteleiros registaram subidas e situam-se acima dos 81 por cento.

Macau contabilizou em junho cerca de 1.142.000 hóspedes nos mais de 43 mil quartos disponibilizados pelos 131 hotéis, registando um crescimento de 168,3 por cento, em termos anuais, informou a Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Desde o levantamento das rigorosas medidas, Macau já tinha ultrapassado um milhão de hóspedes nas unidades hoteleiras do território em abril (1.101.000) e maio (1.104.000).

Em junho de 2019, o último ano antes da pandemia, Macau acolheu 1.119.000 hóspedes, com a taxa de ocupação média hoteleira a fixar-se nos 89,5 por cento, contra os 84,3 por cento de junho deste ano. No primeiro semestre de 2023, foram registados 6.049.000 hóspedes e a taxa de ocupação média hoteleira fixou-se em 78 por cento, informou ainda a DSEC.

Permanência dos visitantes abaixo dos 2 dias

Algo que não subiu, mas também não desceu, foi a permanência média dos visitantes. A estadia mantém-se em 1.7 dias, com os hotéis de cinco estrelas a ser os únicos responsáveis pelo facto da média não ser mais baixa. A permanência dos hóspedes nestes hotéis é de 1.9 dias. Por sinal, estes estabelecimentos de alto nível foram os únicos a subir a permanência média dos visitantes, ao passo que os alojamentos de baixo custo voltaram a contribuir negativamente para as contas da RAEM: de 1.3 dias em maio, passaram para 1.2 dias em junho.

De maio para junho não houve qualquer aumento no número de quartos disponíveis em Macau. No total, há 43.100 quartos distribuídos entre os 131 estabelecimentos hoteleiros da cidade, sendo que mais de 50 por cento dos quartos pertencem aos hotéis de cinco estrelas.

Os visitantes que ficam menos tempo em Macau são oriundos de Hong Kong (1.5), do Interior da China (1.7) e da Índia (1.7). Os que ficam mais tempo chegam de Singapura (2.3), Taiwan (2.2) e Malásia (2.2), confirmando que mesmo quem vem do estrangeiro fica pouco tempo em Macau.

Mais quartos em construção

Estão em construção um total de 9 empreendimentos hoteleiros com capacidade para acrescentar mais 3.732 quartos à oferta de Macau. Em fase de projeto estão mais 8 empreendimentos hoteleiros que vão dispor 1.308 quartos, segundo a Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana. No total, seriam mais de 5.000 quartos, um aumento de 11,6 por cento relativamente à capacidade atual de 43.100.

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