Mais de metade (54%) dos jovens entre os 18 e os 34 anos a residir em território nacional admite a possibilidade de trabalhar fora de Portugal, embora a maioria considere que o país é “bom para viver” e acredite usufruir de melhores condições de vida do que a geração dos pais. Apesar de conscientes das potencialidades da economia portuguesa, os jovens estão preocupados com a instabilidade financeira, a habitação e a precariedade no emprego, por esta ordem, de acordo com a sondagem da Aximage para DN/JN/TSF.
Os que ponderam emigrar são sobretudo os que têm menos de 25 anos e os que concluíram o Ensino Secundário ou Superior (há quem esteja ainda na universidade). Por outro lado, os mais velhos e os com habilitações até ao 9.º ano preferem ficar. Quem pondera emigrar, gostaria de trabalhar em algum país europeu (não especificam). Outros têm preferência por Espanha, Reino Unido, França e pelos países nórdicos. A intenção é transversal aos eleitores de todos os partidos políticos. Mas os que votaram na IL e no PAN são dos mais predispostos a sair.
Margarida Gaspar de Matos, psicóloga clínica com estudos realizados no comportamento dos jovens, defende que é a “procura por um futuro melhor”, com melhores salários e oportunidades, que dita a vontade de deixar Portugal e não tanto o desejo de uma “aventura” ou de “conhecer novas culturas ou países”. Para isso, diz, os que têm possibilidades fazem-no com as viagens. “A geração atual de jovens é composta por cidadãos mais exigentes”, aponta.
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