A taxa de juro média dos novos empréstimos à habitação cresceu de 3,97% em abril para 4,15% em maio, superando o limiar dos 4% pela primeira vez em 11 anos. Os dados são do Banco de Portugal, que dá conta que o aumento das taxas de juro médias foi mais moderado nas finalidades consumo (de 8,69% em abril para 8,72% em maio) e outros fins (de 5,18% em abril para 5,19% em maio).
As novas operações de empréstimos a particulares em maio totalizaram 2.289 milhões de euros, mais 495 milhões do que no mês anterior. O aumento foi comum a todas as finalidades, com subidas de 353 milhões no crédito à habitação, de 90 milhões no crédito ao consumo e de 53 milhões de euros nos empréstimos para outros fins.
No crédito à habitação, a taxa de juro média dos novos empréstimos a taxa variável foi de 4,2% em maio, idêntica à praticada nos novos empréstimos a taxa fixa, que foi de 4,19%.
Indica ainda o Banco de Portugal que os reembolsos antecipados de crédito à habitação própria permanente voltaram a aumentar em maio, passando de 0,67% para 0,81% do stock de empréstimos. “Esta evolução foi comum aos reembolsos antecipados totais (0,52% para 0,66% do stock) e aos reembolsos antecipados parciais (de 0,14% para 0,15% do stock), prosseguindo a tendência de aumento das amortizações antecipadas dos empréstimos, observada desde setembro de 2022”, acrescenta.
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