O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) viajou a São Paulo no fim de semana para assistir ao jogo do Palmeiras, no Allianz Parque. Depois de ver o time derrotado, ele foi à casa do ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten para comer esfiha, cachorro-quente e pizza com amigos.
Numa mesa redonda em que estavam dois de seus advogados, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser, além de vereadores e políticos como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), o ex-presidente conversou com a coluna sobre seu julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que recomeça nesta terça (27).
Contido para seus padrões de espontaneidade, Bolsonaro admitiu a possibilidade de ficar inelegível e só falou de seus sentimentos sobre a situação depois de alguma insistência.
Disse que, mesmo fora da urna, pretende seguir na vida pública, falou sobre possíveis sucessores políticos e admitiu que pode passar um tempo fora do Brasil. Leia, abaixo, os principais trechos da conversa.
Mas agora o senhor perdeu a eleição e provavelmente vai se tornar inelegível. Qual é o seu sentimento? A tendência, o que todo o mundo diz, é que eu vou me tornar inelegível.
Sim. Mas eu queria insistir: o senhor está triste? Ou animado para brigar? Eu não vou me desesperar. O que que eu posso fazer?
Mas qual é o seu sentimento? Eu sou imbrochável até que se prove o contrário. Vou continuar fazendo a minha parte.
O senhor acha que pode reverter a inelegibilidade no futuro? [silêncio por alguns segundos] Olha, eu conheço a composição das cortes superiores [que mudam com o tempo, e de acordo com os governos, que indicam seus integrantes]. Que é possível, é.
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