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Lucros da Sonae caem 38,3% para 26 milhões no primeiro trimestre 

Dinheiro Vivo

Empresa detém agora 100% do capital da Sierra ao adquirir os últimos 10% de participação por 89 milhões de euros.

A Sonae anunciou esta quarta-feira uma quebra de 38,3% nos lucros para 26 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, atribuindo a diminuição ao “esforço para apoiar as famílias, à pressão inflacionista, ao aumento de custos de financiamento e fiscais, imparidades de ativos e por depreciações mais elevadas na sequência do investimento na expansão e digitalização dos negócios”.

Apesar da quebra nos resultados líquidos, a empresa faturou 1,9 mil milhões de euros nos primeiros três meses do ano, o que se traduz num aumento de 12% em termos homólogos. Este crescimento terá sido impulsionado pela expansão dos principais negócios de retalho, pela abertura de novas lojas e por “ganhos de quota de mercado”.

O EBITDA também cresceu 9% face ao mesmo período do ano passado para 161 milhões de euros, embora a margem tenha sido “impactada com a redução dos custos de energia a não ser suficiente” para compensar os investimentos de preço nas operações de retalho, esclarece Cláudia Azevedo, CEO da Sonae.

No que diz respeito à atividade de gestão de portefólio, a empresa chegou a acordo com o Bankinter Consumer Finance para a criação de um operador “líder em crédito ao consumo em Portugal” e adquiriu os remanescentes 10% da Sierra por 89 milhões de euros, detendo agora 100% do capital. Adicionalmente, foi reforçada a participação na Sonaecom no seguimento da OPA, sendo que a empresa detém atualmente 88,837% do capital social e 90,456% dos direitos de voto.

O investimento consolidado da Sonae atingiu os 659 milhões de euros nos últimos 12 meses, aumentando 28% com a expansão dos negócios e aquisições. No entanto, e apesar do investimento realizado, a dívida líquida reduziu em termos homólogos para os 922 milhões de euros. “A posição financeira da Sonae continuou sólida, com uma alavancagem baixa, níveis significativos de liquidez disponível e um bom perfil de maturidade da dívida”, lê-se no comunicado enviado pela empresa.

De entre as várias áreas de negócio do grupo, o retalho alimentar tem sido dos mais pressionados pela inflação que afeta o poder de compra dos portugueses. O volume de negócios da MC – detentora do Continente -, cresceu 11,8% em base comparável e 13,5% em termos homólogos, para 1,5 mil milhões de euros.

De entre as várias áreas de negócio do grupo, o retalho alimentar tem sido dos mais pressionados pela inflação que afeta o poder de compra dos portugueses. O volume de negócios da MC – detentora do Continente -, cresceu 11,8% em base comparável e 13,5% em termos homólogos, para 1,5 mil milhões de euros.

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