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“O mesmo empenho que imprimimos na luta contra a corrupção no início do nosso mandato mantém-se”

Em entrevista ao jornalista Marc Perelman, do Canal France24, a partir de Londres, o Presidente da República, João Lourenço, abordou vários aspectos da política interna e externa, tendo destacado que a corrupção só está a ser combatida agora, contrariamente ao que se verificava antes de assumir a liderança dos destinos da nação.“Nós repusemos aquilo que era considerado normal, por algo que não era normal na altura, que é combater a corrupção. Nunca se combateu a corrupção”, declarou, a dado momento da entrevista, antes de reiterar: “O novo sistema é combater a corrupção, o antes era promover a corrupção”.

Quero começar com a situação no Sudão. Há dois líderes militares a combater e a população civil a sofrer. O mundo está a tentar parar o derrame de sangue, mas parece que nada está a funcionar. Como avalia a situação no Sudão, Sr. Presidente?

De facto, estamos todos muito preocupados com a situação que surgiu muito repentinamente no Sudão. Aparentemente, tudo parecia estar bem, mas infelizmente, de repente, surgiu esta confrontação militar entre dois generais, um dos quais o general Abdel Fatah, Presidente do Conselho Soberano, com quem falei, estando já aqui em Londres. Consegui finalmente falar com ele. Como deve compreender, numa situação de conflito e com todo o mundo a querer falar com ele, para encorajá-lo a fazer a paz, não foi fácil conseguir falar. Mas, felizmente conseguimos. A conversa foi boa. Ele agradeceu o facto de todos estarmos preocupados em querer encontrar uma solução negociada para o conflito, que é a única saída. Não existe outra saída com vista a pôr fim aos combates.

Portanto, alcançar-se o cessar-fogo, negociar-se a paz que seja definitiva e que permita o regresso do grande número de cidadãos sudaneses que neste momento estão na condição de refugiados nos países vizinhos. Como sabemos, o número de mortos já é bastante elevado, vai na ordem das seis centenas, e sem falar do número de refugiados e de feridos.

O que parece bastante óbvio é que todos os parceiros externos não conseguem parar a guerra, mesmo a União Africana parece não ter conseguido impor uma solução pacífica…

Não faltam esforços neste sentido, todos nós estamos a trabalhar arduamente. Ninguém está de braços cruzados. Como sabe, o Sudão é um Estado-membro da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, daí eu ter tido a preocupação de falar com o presidente Abdel Al Fatah.

Sei igualmente que, quer o presidente da Comissão da União Africana, quer o presidente em exercício da União Africana, o Presidente das Comores, todos eles têm-se desdobrado em esforços no sentido de colocar os dois generais em contacto para negociarem a paz. Portanto, não é por falta de vontade e de interesse em ver esta situação resolvida. Este interesse existe, mas a paz também não é algo que se negoceie num dia. Leva o seu tempo, infelizmente.

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