Cada um dos cerca de 10 milhões de portugueses pagou mais 882,5 euros ao Estado em impostos em 2022 do que no ano anterior, o que dá um acréscimo global de 8825 milhões de euros, segundo as contas do Dinheiro Vivo com base no relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), entregue ontem na Assembleia da República. Esta evolução foi particularmente influenciada pelo maior contributo do IRC, IRS e IVA.
A análise dos peritos do Parlamento à execução orçamental da Administração Pública entre janeiro e dezembro de 2022 mostra que, no total,”a receita aumentou 11,6% no conjunto do ano, o que traduz um incremento nominal homólogo de 11 mil milhões de euros”, 4,9 pontos percentuais acima do previsto no Orçamento do Estado (6,7%).
O desempenho foi essencialmente “determinado pela evolução da componente fiscal, que representou 80,3% do aumento total”, segundo o mesmo documento. Assim, o Estado arrecadou 61 879 milhões de euros, um crescimento de 8825 milhões de euros ou de 16,6% face a 2021: a receita de impostos diretos (IRC e IRS) subiu 24,1% e a dos indiretos (como IVA ou ISP) aumentou 11,8%.
IRC, IRS e IVA foram as categorias tributárias que mais impulsionaram a receita fiscal. Entre janeiro e dezembro do ano passado, o Estado arrecadou mais 24,1% em impostos diretos, que corresponde a um aumento nominal de 6,8 mil milhões de euros, “destacando-se a vitalidade do IRC (57,7%) e do IRS (12,8%)”, escreve a UTAO que assinala o máximo histórico cobrado pelo Fisco em IRC: 8,1 mil milhões de euros.
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