“Não está contemplado nem está excluído”, disse José Ornelas, questionado pelo jornal espanhol por que motivo a Igreja portuguesa não decidiu fazer o mesmo que outras, como a francesa, que indemnizou as vítimas de abuso sexual “de forma geral”.
“Eu penso que deve ser uma coisa personalizada, não mandar as pessoas simplesmente ir buscar uma esmola à Igreja. Precisam de um ato de justiça. Eu não posso dar-lhes 15 mil ou 20 mil euros e as coisas ficarem resolvidas. As ajudas nunca vão cobrir o sofrimento, mas podem servir para dizer ‘eu já não sou o culpado disto e não estou sozinho'”, acrescentou.
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O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) disse que nunca afirmou que as indemnizações fossem um insulto. “Aquilo que digo é que tenho dificuldade em pôr um preço ao sofrimento”, sublinhou José Ornelas.
O bispo disse na mesma entrevista que, no comunicado que a CEP divulgou sobre este assunto, está escrito que “a Igreja não vai recusar a sua responsabilidade” e que em “termos penais, a responsabilidade é individual, mas as pessoas que foram abusadas terão apoio para recuperar a sua paz na medida do possível”.
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