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Receitas dos casinos de Macau sobem um terço em termos anuais

As receitas do jogo em Macau atingiram 10,32 mil milhões de patacas (1,2 mil milhões de euros) em fevereiro, mais 33,1% do que no mesmo mês do ano passado, anunciaram hoje as autoridades.

As receitas arrecadadas pelo casinos representam ainda assim uma queda de 10,8% face a janeiro, indicam dados oficiais da Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos (DICJ).

A indústria do jogo registou em janeiro, mês que inclui o período do Ano Novo Lunar, a principal festa das famílias chinesas, receitas de 11,58 mil milhões de patacas (1,35 mil milhões de euros), o valor mais elevado desde o início da pandemia.

O valor do mês passado é, no entanto, 50,3% inferior ao alcançado em fevereiro de 2019 – 25,37 mil milhões de patacas (2,96 mil milhões de euros) –, antes do início da pandemia.

Macau, que à semelhança da China continental seguia a política ‘zero covid’, anunciou, em dezembro, o cancelamento da maioria das medidas de prevenção e contenção, depois de quase três anos das rigorosas restrições.

Com o alívio das medidas, a cidade registou em janeiro mais de um milhão de visitantes, numa subida de 101,3% em termos anuais, e a taxa de ocupação hoteleira foi de 71,2%, o valor mais elevado desde o início da pandemia.

A indústria do jogo, que representava 53,5% do produto interno bruto (PIB) de Macau em 2019, dava ainda trabalho a quase 68 mil pessoas no final de 2022, ou seja, cerca de 18,8% da população empregada.

As concessionárias em Macau têm acumulado desde 2020 prejuízos sem precedentes e o Governo tem sido obrigado a recorrer à reserva extraordinária para responder à crise, já que cerca de 80% das receitas governamentais provinham dos impostos sobre o jogo.

Em 26 de janeiro, o diretor executivo da Sands China, Robert G. Goldstein, revelou que a operadora de jogo em Macau registou lucros no período do Ano Novo Lunar.

*Com Lusa

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