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Cabo Verde quer visita do Papa nos próximos dez anos

O Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, manifestou hoje a vontade de contar com a visita do Papa Francisco ao país durante o Decénio Jubilar de celebração dos 500 anos da Diocese de Santiago, que arrancou com uma missa.

“Seria extraordinariamente importante se nas comemorações do Jubileu, o Papa Francisco pudesse visitar Cabo Verde. Na verdade, esta é a diocese primária da África, mas temos que conjugar esforços, nós, as duas dioceses, particularmente a de Santiago”, manifestou o chede de Estado, em declarações à imprensa à margem de uma missa, na Cidade Velha, que marca o arranque dos 10 anos para a celebração dos 500 anos da Diocese de Santiago, em 2033.

Neves disse que o convite ao Santo Padre para visitar Cabo Verde já tinha sido feito, enquanto foi primeiro-ministro e pelo anterior Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, esperando que aconteça durante os próximos 10 anos.

“Agora, no quadro das comemorações dos 500 anos, é renovar o convite, em estreita colaboração com a Igreja para ver se é possível. Não será fácil trazer o Papa a Cabo Verde para estas comemorações”, alertou o mais alto magistrado da Nação cabo-verdiana.

Além do Presidente da República, a missa, que foi presidida pelo Cardeal Dom Arlindo Furtado, Bispo da Diocese de Santiago, contou com a presença de muitas personalidades e acontece no Largo da Rua Calhau, na Cidade Velha, concelho da Ribeira Grande de Santiago.

Em junho de 2021, a Igreja Católica de Cabo Verde anunciou, com 10 anos de antecedência, as comemorações dos 500 anos da Diocese de Santiago, erigida em 31 de janeiro de 1533 pela bula ‘Pró Excellenti Praeeminentia’, do Papa Clemente VII.

“Para nós e para todo o Cabo Verde trata-se de um acontecimento muito importante”, disse na altura o cardeal Arlindo Furtado.

A Igreja Católica é ainda mais antiga, mas a Diocese de Santiago foi criada em 1533, estabeleceu a sua sede na cidade da Ribeira Grande, cresceu e acompanhou toda a história de Cabo Verde, segundo o também bispo que lidera a diocese.

As celebrações vão decorrer sob o tema “Diocese de Santiago de Cabo Verde, 500 anos de uma Igreja Consciente e Missionária” e sob o lema global “Ide e ensinai. Eu estarei sempre convosco”.

“Um acontecimento desta dimensão também requer uma preparação condigna, longa”, salientou o chefe da Igreja Católica cabo-verdiana, que espera uma colaboração e envolvência de todos os setores sociais, no país e na diáspora, independentemente do credo religioso.

Vão ser convidados países como o Vaticano, Portugal e Brasil e as “igrejas-irmãs”, que foram sendo aos poucos desmembradas da sede inicial, a última das quais foi a Guiné-Bissau, em 1940, num território da diocese que ia desde o sul do Senegal até à atual Serra Leoa e Libéria.

Além das quatro ilhas que atualmente fazem parte da Diocese de Santiago (Maio, Santiago, Fogo e Brava), Arlindo Furtado garantiu que as atividades vão envolver todo o país, que era uma só diocese, até à criação, em 2003, da do Mindelo, que integra as ilhas de Santo Antão, São Vicente, São Nicolau, Sal e Boa Vista.

*Com Lusa

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