O PT tem um longo histórico de briga com os agentes financeiros por causa de suas visões enviesadas ou desonestas sobre a economia.
Quando Plano Real foi lançado no Brasil, Lula dizia que o programa iria apenas “congelar a miséria”. Antes de chegar ao poder, em 2003, o PT defendia o calote aos investidores e demonizava o FMI.
A visão pragmática do petista, que deu um cavalo nas teses históricas da esquerda em seu primeiro mandato, e a boa dose de sorte que o beneficiou ao surfar no superciclo de commodities dos anos 2000 reabilitaram Lula.
Mas a teimosia estatizante e a visão ideologizada estavam lá no final seu segundo mandato, e esses vícios prosperaram ainda mais na gestão Dilma, que colocou em prática a famigerada Nova Matriz Econômica. A petista controlou preços públicos, usou a Petrobras e o BNDES para beneficiar ditaduras companheiras e praticou o intervencionismo mais primário ao usar os bancos públicos para financiar o consumo artificialmente e beneficiar empresários amigos com investimentos subsidiados. A contabilidade criativa e as pedaladas fiscais mostraram o desprezo dos economistas do partido pelas contas públicas e pelo controle social sobre as ações do governo.
Leia mais em: ISTOÉ