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Questões socioeconómicas podem dominar discurso de João Lourenço no Estado da Nação de Angola

Abílio Fernandes

O Presidente da República, João Lourenço, apresenta, amanhã, no discurso sobre o estado da Nação, a ser proferido em sessão solene dedicada à abertura do ano parlamentar, a perspectiva da governação, abrindo um quadro de grande expectativa, numa altura em que o país está perto de retomar a normalidade, a julgar a extinção da Comissão Multissectorial de Prevenção e Combate à Covid-19.

Para variar, o discurso, pela sua característica, anima sempre acesos debates. O professor universitário Matias Pires, antes de iniciar o exercício especulativo à volta da narrativa discursiva, situa os leitores que a intervenção do Presidente da República no Parlamento resulta de uma obrigação constitucional, e não da mera acção da “política real”, colocando-o, desde logo, num prisma central.

Nesta fase, refere, a apreciação não se sujeita à oportunidade, mas à observância do artigo 118 da Constituição. Nesses termos, continua, o Presidente da República deve proferir, na abertura do ano parlamentar, um discurso à Nação. “É importante reter que o Chefe de Estado fale à Nação, e não especificamente aos deputados”, ressalta, acrescentando que, para essa sessão solene, são convidadas várias figuras, desde políticos, governadores provinciais, diplomatas, entidades religiosas, membros da sociedade civil, entre outras.

Leia mais em: Jornal de Angola

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