O Presidente da República, João Lourenço, apresenta, amanhã, no discurso sobre o estado da Nação, a ser proferido em sessão solene dedicada à abertura do ano parlamentar, a perspectiva da governação, abrindo um quadro de grande expectativa, numa altura em que o país está perto de retomar a normalidade, a julgar a extinção da Comissão Multissectorial de Prevenção e Combate à Covid-19.
Para variar, o discurso, pela sua característica, anima sempre acesos debates. O professor universitário Matias Pires, antes de iniciar o exercício especulativo à volta da narrativa discursiva, situa os leitores que a intervenção do Presidente da República no Parlamento resulta de uma obrigação constitucional, e não da mera acção da “política real”, colocando-o, desde logo, num prisma central.

Nesta fase, refere, a apreciação não se sujeita à oportunidade, mas à observância do artigo 118 da Constituição. Nesses termos, continua, o Presidente da República deve proferir, na abertura do ano parlamentar, um discurso à Nação. “É importante reter que o Chefe de Estado fale à Nação, e não especificamente aos deputados”, ressalta, acrescentando que, para essa sessão solene, são convidadas várias figuras, desde políticos, governadores provinciais, diplomatas, entidades religiosas, membros da sociedade civil, entre outras.