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Resolução do BES foi há 8 anos, fatura vai em 8,3 mil milhões de euros e ainda pode crescer

Sara Ribeiro

A queda do BES foi um marco histórico e a resolução do banco marcou um dos verões mais quentes para o setor financeiro. Oito anos depois, o que mudou? Aprendeu-se com os erros do passado?

Foi a 3 agosto de 2014, um domingo que ficou para a história da banca, que o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, anuncia que o banco criado por Ricardo Salgado ia ser dividido em duas partes: numa boa (que toma a designação de Novo Banco) e numa má, no âmbito da medida de resolução. A conclusão deste processo foi feita com o apoio dos contribuintes.

Leia também: Deloitte conclui que Novo Banco falhou na procura de património dos devedores

Até ao momento, o Novo Banco recebeu cerca de 3,4 mil milhões de euros do Fundo de Resolução (FdR) ao abrigo do mecanismo de capital contingente, criado em 2017 para vender o banco à Lone Star e proteger esta entidade de perdas relacionadas com ativos tóxicos herdados do BES. A este valor acrescem os 4,9 mil milhões de euros de capitalização inicial do Novo Banco. Fazendo a soma, até agora a resolução custou 8,3 mil milhões de euros. E a fatura ainda pode aumentar. O teto máximo da solução do mecanismo de capital contingente é de 3,89 mil milhões de euros e o Tribunal de Contas já deixou o aviso que, se tudo correr mal, poderá existir uma nova injeção de até 1,6 mil milhões de euros. Além disso, pelo Novo Banco, a fatura não vai ficar por aqui.

Leia mais em: Dinheiro Vivo

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