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Moçambique/Ataques: Grupo decapita duas pessoas e lança ameaça

Lusa

Um grupo armado desconhecido decapitou ontem duas pessoas no distrito de Ancuabe e ameaçou a população da zona que desde junho tem sido palco de novos ataques em Cabo Delgado, Moçambique, relataram fontes locais

As vítimas foram dois jovens que realizavam trabalhos agrícolas juntamente com uma mulher.

A sobrevivente foi coagida pelos agressores a levar as cabeças das vítimas para a aldeia (Muaja) como um aviso, descreveram as mesmas fontes da comunidade, onde se inclui um familiar de um dos homens assassinados.

O grupo que atacou os residentes estava encapuçado e ameaçou entrar na povoação de Muaja.

A situação fez com que a aldeia fosse “totalmente abandonada”, disse uma das fontes a partir de Nanhupo, localidade para onde fugiu, no distrito de Montepuez.

A população e autoridades locais suspeitam que o grupo faça parte do movimento insurgente que desde outubro de 2017 aterroriza a região.

Uma ofensiva militar com apoio de vários países africanos libertou desde há um ano as zonas em redor dos projetos de gás, no norte de Cabo Delgado, mas grupos dispersos têm atacado outros locais da província.

Leia mais sobre o assunto em; Novo ataque no sul de Cabo Delgado causa três mortos

Desde junho, a violência tem atingido a área de Ancuabe e zonas em redor.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) alertou na última semana para a gravidade destes novos ataques, provocando 36.000 deslocados em distritos até agora considerados seguros.

Um dos mais recentes ataques “ocorreu a 35 quilómetros de Pemba”, capital da província moçambicana, com um aeroporto que a liga ao resto do mundo, base da ajuda humanitária e um dos principais refúgios para milhares de deslocados.

“O ACNUR está especialmente preocupado com a segurança e o bem-estar dos mais vulneráveis entre os deslocados, incluindo mulheres e crianças”, sublinhou, acrescentando que os grupos armados atacaram perto de estradas “regularmente utilizadas por organizações humanitárias, incluindo o ACNUR, para missões a Ancuabe, Chiúre e Montepuez”.

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