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Bolsonaro diz que sanções económicas dos EUA e da Europa à “Rússia não deram certo”

O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, considerou hoje que as sanções económicas dos Estados Unidos e da Europa feitas à Rússia, por causa da invasão à Ucrânia, “não deram certo” e defendeu a linha brasileira “de equilíbrio”.

“As barreiras económicas dos EUA e Europa contra a Rússia não deram certo. A minha linha foi de equilíbrio”, afirmou, segundo a imprensa local, Bolsonaro, em frente ao palácio do Planalto, aos seus apoiantes.

O responsável brasileiro lembrou ainda as boas relações que tem com a Rússia na questão do fornecimento de fertilizantes para o Brasil e ainda na ‘soberania da Amazónia’

“Mais do que negociarmos fertilizantes, [procurei] a segurança alimentar para o mundo e a soberania da nossa Amazónia. É um país que está connosco nesta questão de soberania”, frisou.

O Brasil, um dos principais ‘celeiros do mundo’ e um dos maiores exportadores do mundo de produtos agrícolas, contudo, depende em mais de 80% de importação de fertilizantes, sendo que cerca de 20% destes provem da Rússia e mais de 10% da Bielorrússia.

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou uma nova crise económica internacional, fez subir os preços dos combustíveis, pressionou a inflação a nível mundial e ameaçou o fornecimento de alguns produtos importados pelo Brasil, principalmente fertilizantes e trigo.

Os preços dos combustíveis dispararam no Brasil e provocaram impacto na inflação, que está em torno de 12% ao ano.

O Governo brasileiro tem tipo uma abordagem ambigua em relação à Rússia desde que o país lançou a ofensiva militar na Ucrânia.

Por um lado, votou no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) contra a Rússia numa resolução que condenava as ações de Moscovo.

Por outro, absteve-se da resolução que suspende a Rússia do Conselho de Direitos Humanos devido a alegados crimes de guerra e crimes contra humanidade na Ucrânia.

Dias antes do ataque russo, o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, reuniu-se com o homólogo russo, Vladimir Putin.

O Brasil não apoia as sanções impostas à Rússia, estando mesmo a encetar esforços para que a venda de fertilizantes russos não seja incluída nas sanções.

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