Presidente da República pede urgência nas acções contra a poluição dos mares - Plataforma Media

Presidente da República pede urgência nas acções contra a poluição dos mares

O Chefe de Estado, João Lourenço, pediu, esta segunda-feira, em Lisboa, o reforço da capacidade de defesa e segurança marítima, para facilitar o comércio internacional e garantir a segurança nos oceanos

Ao discursar na Conferência da ONU sobre os Oceanos, o Presidente da República defendeu acções conjuntas e imediatas contra os grupos de modernos piratas do mar, que desenvolvem actividades terroristas nas principais rotas marítimas.

O estadista angolano destacou, em particular, os problemas que se registam no Golfo da Guiné, no Corno de África e em outras zonas do planeta, onde a pirataria ameaça seriamente a utilização dos mares para fins pacíficos, como trocas co-merciais, turismo e outras actividades conexas que im-pulsionam as economias.

“Considero importante a necessidade de se alargar a cooperação internacional com os países destas regiões, de modo a dotá-los de capacidade para fazerem face a esta ameaça global”, frisou.

 Na presença do Secretário Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, de 16 de Chefes de Estado e 11 de Governo, o Presidente João Lourenço disse ser cada vez mais evidente a importância dos oceanos para o fluxo regular de mercadorias, o seu impacto no comércio mundial e na estabilização dos preços de bens essenciais e das matérias-primas, assim como no funcionamento normal da economia global.

Leia mais sobre o assunto em: Chefe de Estado discursa hoje na Conferência sobre os Oceanos

O Presidente angolano ressaltou que a conferência, que termina sexta-feira, com a adopção de uma Declaração de Compromisso, constitui mais uma oportunidade para os Estados analisarem os feitos alcançados e o caminho que ainda falta percorrer para garantir o cumprimento das metas definidas pelas Nações Unidas, na redução da poluição marinha, protecção dos ecossistemas marinhos e costeiros, redução da acidificação dos mares e o fim da pesca excessiva e ilegal.

Referiu que o encontro, adiado em 2020 por causa da pandemia da Covid-19, vai permitir, ainda, perceber a evolução registada desde o evento anterior, realizado em 2017, em Washington (EUA), e perspectivar acções futuras. “Os oceanos são, não só uma importante fonte de riquezas para as economias dos países por eles banhados, como desempenharam sempre um importante papel na mobilidade dos povos, na interacção e integração das diferentes culturas, religiões, hábitos e costumes dos povos e nas trocas comerciais entre as nações”, realçou.

O Chefe de Estado recordou que os oceanos constituem a maior biosfera do planeta e a eles estão associados um conjunto de benefícios para a Humanidade, os quais devem ser salvaguardados para que as gerações futuras tenham uma qualidade de vida melhor.

João Lourenço disse ser necessário agir com a máxima urgência, a fim de se encontrarem soluções para alterar a actual tendência de poluição dos mares e oceanos e pôr fim à exploração desregrada dos recursos marinhos.

“Num momento em que o meu país se está a preparar para realizar eleições gerais nas próximas semanas, decidi, apesar disso, vir a Lisboa para me associar à reflexão conjunta que aqui faremos sobre os oceanos”, reafirmou.

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