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Portugueses confiam menos na Igreja e sindicatos

Os grupos de interesses no Sistema Político Português” é o título do estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), coordenado pelo investigador Marco Lisi, que é apresentado hoje e onde se traça o retrato das organizações representativas da sociedade, o modo como os portugueses as veem e o impacto que têm junto dos decisores políticos.

O estudo permitiu concluir que estes grupos – em que se incluem os sindicatos, estruturas patronais, ordens profissionais, associações ambientais, a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e a Igreja, entre outras – desempenham importantes funções nas democracias representativas. Contribuem para neutralizar ou diminuir os conflitos existentes no sistema político; potenciam os canais de participação dos cidadãos; são um fonte de informação para os decisores políticos e para a opinião pública; e reforçam os mecanismos de responsabilização dos governantes.

Mas estas associações também têm o reverso, ou seja, potenciais feitos negativos. A reivindicação de interesses particulares pode dar origem a políticas clientelares que põem em causa o interesse da coletividade; podem causar pressões excessivas sobre os decisores políticos e as organizações com mais recursos sobrepor-se aos atores mais fracos.

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